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Stablecoins ganham espaço nas estratégias empresariais e saem do nicho das criptos

Grandes empresas buscam emitir stablecoins para reduzir custos de transação e aumentar lucros com juros de ativos lastreadores.

Operadores na Bolsa de Nova York (Foto: Brendan McDermid - 30.jun.2025/Reuters)
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  • As stablecoins estão se tornando populares entre grandes empresas, como Uber, Bank of America, Walmart e Amazon.
  • Essas empresas buscam emitir suas próprias moedas digitais para reduzir custos de transação e obter juros sobre ativos lastreadores.
  • Em 2023, as taxas de transação nos Estados Unidos totalizaram US$ 224 bilhões, com margens de lucro médias de 35% para emissores de cartões.
  • Stablecoins, como a Tether, oferecem taxas de transação mais baixas, e empresas como a Circle geraram US$ 1,7 bilhão em juros no último ano.
  • Apesar do potencial, existem preocupações sobre segurança e regulamentação, além da resistência dos consumidores a mudar seus hábitos de pagamento.

As stablecoins, até então consideradas um nicho no mercado de criptomoedas, estão ganhando destaque entre grandes empresas. Uber, Bank of America, Walmart e Amazon estão explorando a emissão de suas próprias moedas digitais, motivadas pela redução de custos de transação e pela possibilidade de obter juros sobre ativos lastreadores.

Essas moedas digitais, que são lastreadas por ativos do mundo real como o dólar, passaram a ser vistas como uma alternativa viável para pagamentos. Em 2023, as taxas de transação nos EUA totalizaram US$ 224 bilhões, com os emissores de cartões obtendo margens de lucro médias de 35%. Utilizar stablecoins pode permitir que empresas e consumidores contornem as altas taxas cobradas pelas redes de pagamento tradicionais, como Mastercard e Visa.

Vantagens das Stablecoins

As stablecoins, como a Tether, oferecem taxas de transação significativamente mais baixas, variando de frações de centavos a alguns dólares. Além disso, empresas que emitem suas próprias stablecoins podem reter os juros gerados por ativos lastreadores. Por exemplo, a Circle, responsável pela stablecoin USDC, gerou US$ 1,7 bilhão em juros no ano passado.

Os bancos estão atentos a essa mudança. Brian Moynihan, CEO do Bank of America, alertou que a adoção de stablecoins pode levar a uma migração de depósitos para fora do setor bancário. O governo dos EUA está desenvolvendo um quadro regulatório para as stablecoins, permitindo que o setor bancário participe desse mercado em crescimento.

Desafios e Oportunidades

Apesar do entusiasmo, há preocupações sobre a segurança e a regulamentação das stablecoins. Críticos apontam que, embora sejam lastreadas por ativos, elas ainda precisam ser convertidas em dinheiro para uso no mundo real. Além disso, a lealdade dos consumidores a programas de recompensas de cartões de crédito pode dificultar a adoção das stablecoins.

Se as stablecoins se tornarem mais comuns, elas podem se tornar uma opção adicional para pagamentos e transferências de dinheiro. Ronit Ghose, do Citi, sugere que seu uso dependerá da disposição dos consumidores em mudar seus hábitos. A adoção aumentará quando os benefícios para usuários e empresas forem claros, promovendo uma experiência significativa.

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