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Europa investe em supercomputador para acelerar desenvolvimento em inteligência artificial

Alemanha inaugura supercomputador Jupiter, primeiro da Europa com capacidade exascale, visando fortalecer a pesquisa em inteligência artificial e outras áreas

Supercomputador Jupiter em funcionamento (Foto: Reprodução)
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  • O supercomputador Jupiter foi inaugurado em cinco de setembro de dois mil e vinte e cinco, no Centro de Supercomputação de Jüelich, na Alemanha.
  • Jupiter é o primeiro supercomputador da Europa com capacidade exascale, realizando um quintilhão de cálculos por segundo.
  • O investimento total foi de quinhentos milhões de euros, com metade proveniente da União Europeia e a outra metade da Alemanha.
  • O equipamento, que utiliza cerca de vinte e quatro mil chips da Nvidia, será usado em diversas áreas de pesquisa, incluindo previsões climáticas e simulações cerebrais.
  • Apesar de ser um avanço significativo, o Jupiter depende da tecnologia americana, destacando a necessidade de computação soberana na Europa.

Inaugurado nesta sexta-feira (5), o supercomputador Jupiter, localizado no Centro de Supercomputação de Jüelich, na Alemanha, é o primeiro da Europa com capacidade exascale, capaz de realizar um quintilhão de cálculos por segundo. O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que essa inovação pode ajudar a Europa a recuperar o atraso na corrida global pela inteligência artificial (IA), dominada por Estados Unidos e China.

Com um investimento total de 500 milhões de euros, metade proveniente da União Europeia e o restante da Alemanha, o Jupiter é equipado com cerca de 24 mil chips da Nvidia, amplamente utilizados na indústria de IA. Thomas Lippert, diretor do centro de Jüelich, destacou que o Jupiter é 20 vezes mais poderoso que qualquer outro computador na Alemanha e é o primeiro a ser considerado competitivo internacionalmente para o treinamento de modelos de IA.

Impacto na Pesquisa e Desenvolvimento

O supercomputador não apenas servirá para IA, mas também será utilizado em diversas áreas de pesquisa. Cientistas esperam que o Jupiter possibilite previsões climáticas mais precisas, com a capacidade de simular eventos climáticos extremos para os próximos 30 a 100 anos. Além disso, o equipamento poderá auxiliar na simulação de processos cerebrais, contribuindo para o desenvolvimento de medicamentos para doenças como Alzheimer.

O Jupiter exigirá cerca de 11 megawatts de energia, equivalente ao consumo de milhares de residências. No entanto, seus operadores garantem que ele é o mais eficiente em termos energéticos entre os supercomputadores mais rápidos do mundo, utilizando tecnologia de refrigeração a água e aproveitando o calor residual para aquecer edifícios próximos.

Desafios e Dependências

Apesar de ser um marco para a Europa, o Jupiter ainda depende da tecnologia americana, especialmente por conta dos chips da Nvidia. Merz enfatizou a necessidade de capacidades de computação soberanas na Europa, ressaltando que isso é crucial tanto para a competitividade quanto para a segurança do continente. A inauguração do Jupiter representa um passo significativo para a Europa na busca por um papel de destaque na área de inteligência artificial.

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