De acordo com um novo estudo, os custos econômicos diretos causados por espécies invasoras atingem US$ 35 bilhões por ano, totalizando mais de US$ 2,2 trilhões desde 1960. Essa cifra é 17 vezes maior do que estimativas anteriores, conforme publicado no periódico *Nature Ecology & Evolution*.
Pesquisadores, liderados por Ismael Soto, da Universidade da Boêmia do Sul, compilaram dados sobre 162 espécies invasoras e modelaram o impacto econômico em 78 países que não tinham dados disponíveis. A pesquisa revela que a disseminação de espécies invasoras, como mosquitos e javalis, prejudica a agricultura e acelera a extinção de espécies.
A Europa é o continente mais afetado, seguida pela América do Norte e Ásia. Plantas são responsáveis pelos maiores danos econômicos, tanto em termos de prejuízos quanto de manejo. Áreas costeiras urbanas, especialmente na Europa e nos EUA, são os principais pontos críticos de custo.
Animais invasores também causam estragos. Javalis, por exemplo, destroem plantações, enquanto mosquitos aumentam os custos de saúde ao espalhar doenças como dengue e malária. A erva-de-passarinho japonesa, comum na Europa, exige programas de erradicação caros.
Soto destaca que o estudo se baseia em um número limitado de espécies, sugerindo que os custos reais podem ser ainda maiores. Usando uma definição mais ampla, o grupo de especialistas da ONU, IPBES, estima que o custo total para a sociedade devido a espécies invasoras seja de cerca de US$ 400 bilhões anualmente.
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