O governo dos Estados Unidos atingiu o limite de endividamento de $36,1 trilhões, gerando preocupações sobre sua capacidade de pagamento. A situação levou a um aumento nos custos de contratos de swaps de default de crédito (CDS), que servem como um tipo de seguro para investidores.
Os custos dos CDS para a dívida do governo dos EUA estão em alta, com os spreads de um ano subindo para 52 pontos-base, em comparação com 16 pontos-base no início do ano. Esse aumento reflete a ansiedade dos investidores em relação a riscos políticos e à incerteza sobre o teto da dívida. Os CDS de cinco anos também mostraram um aumento, passando de 30 pontos-base para quase 50 pontos-base.
Analistas destacam que a demanda crescente por CDS é um “hedge contra risco político, não insolvência”. O gestor de portfólio da Eastspring Investments, Rong Ren Goh, enfatizou que a preocupação não é com a falência iminente do governo, mas com a incerteza em torno da política fiscal dos EUA. Freddy Wong, da Invesco, observou que a situação atual é semelhante a crises anteriores, como em 2011 e 2013, quando os spreads dos CDS aumentaram em períodos de incerteza sobre o teto da dívida.
Situação Atual
A Secretaria do Tesouro dos EUA já alertou que não há espaço para novos empréstimos, exceto para substituir dívidas que estão vencendo. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, mencionou que está avaliando as receitas fiscais para prever a data em que o governo esgotará sua capacidade de empréstimo, conhecida como “X-date”. O Congresso está considerando um pacote de cortes de impostos que pode elevar o teto da dívida em $4 trilhões, mas a aprovação ainda depende do Senado.
Embora a situação seja preocupante, especialistas acreditam que o aumento nos preços dos CDS pode ser uma reação temporária. Ed Yardeni, da Yardeni Research, afirmou que o governo dos EUA “nunca vai deixar de pagar seus juros”. A Moody’s rebaixou a classificação de crédito soberano dos EUA para Aa1, citando a deterioração da saúde fiscal do país.
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