A Gap informou que as novas tarifas comerciais impostas pelo governo de Donald Trump podem resultar em perdas de US$ 250 milhões a US$ 300 milhões. A empresa divulgou os resultados do primeiro trimestre fiscal na quinta-feira, 29 de maio de 2025, e suas ações caíram mais de 15% após o fechamento do mercado.
As tarifas de 30% sobre importações da China e 10% sobre a maioria das importações de outros países não estavam previstas nas projeções financeiras da Gap. Para mitigar esse impacto, a companhia planeja reduzir sua dependência da China para menos de 3% das compras até o final do ano, o que deve diminuir o custo adicional para US$ 100 milhões a US$ 150 milhões.
O CEO da Gap, Richard Dickson, afirmou em entrevista à CNBC que, com base nas informações atuais, a empresa não espera aumentos significativos de preços para os consumidores. Além das tarifas, a Gap reportou um lucro líquido de US$ 193 milhões, ou 51 centavos por ação, um aumento em relação aos US$ 158 milhões do ano anterior. As vendas totalizaram US$ 3,46 bilhões, com um crescimento de cerca de 2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Estratégia de Diversificação
A Gap está diversificando sua cadeia de suprimentos, com os principais fornecedores sendo Vietnã e Indonésia, que representam 27% e 19% da produção em 2024, respectivamente. No entanto, o Vietnã pode enfrentar uma tarifa recíproca de até 46%, o que pode impactar a lucratividade da Gap.
Antes da imposição das novas tarifas, a Gap havia indicado que menos de 10% de sua produção era fabricada na China. A mudança rápida no cenário tarifário levou a empresa a revisar suas expectativas, que agora incluem um impacto financeiro significativo no segundo semestre.
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