Shell anunciou a venda de suas estações de serviço no México para a empresa Iconn, encerrando sua operação de venda direta de combustíveis no país. A transação, que envolve 47 estações próprias, 92 franquias e 11 lojas de conveniência, ainda depende da aprovação das autoridades de competição.
A companhia britânica chegou ao México em 2017, atraída pela reforma energética do governo de Enrique Peña Nieto, e investiu cerca de R$ 1 bilhão em infraestrutura. No entanto, a empresa enfrenta desafios, como o controle de preços estabelecido pelo governo atual, que impôs um teto de R$ 24,00 por litro de gasolina regular.
Shell, que possui dois contratos de importação de combustíveis até 2038, decidiu se afastar do mercado mexicano, seguindo uma tendência de retirada de projetos com menos viabilidade. Em 2018, a empresa foi destaque na licitação de blocos de petróleo, mas, nos últimos anos, começou a renunciar a contratos, resultando em multas, como a de R$ 3,8 milhões por não cumprimento de obrigações em um campo no litoral.
Outras empresas, como BP e Repsol, também têm abandonado suas operações no México, refletindo um cenário desafiador para o setor privado no país.
Entre na conversa da comunidade