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Azul garante financiamento de US$ 250 milhões e avança na recuperação judicial nos EUA

Azul avança no Chapter 11, garantindo US$ 250 milhões em financiamento e planejando devolver 11 aeronaves antigas para modernizar a frota.

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A Azul Linhas Aéreas entrou com pedido de recuperação judicial sob o Chapter 11 nos Estados Unidos, buscando eliminar US$ 2 bilhões em dívidas. A companhia recebeu aprovação judicial para um financiamento emergencial de US$ 250 milhões, parte de um total de US$ 1,6 bilhão que espera garantir durante o processo.

O financiamento emergencial já está disponível e será utilizado para reforçar o caixa da empresa, que encerrou o primeiro trimestre com R$ 2,3 bilhões. A Azul planeja utilizar US$ 100 milhões para capital de giro e o restante para refinanciar dívidas, incluindo US$ 676 milhões referentes a um título de dívida com vencimento em 2030. A companhia também espera receber uma última parcela de US$ 321 milhões em outubro.

Modernização da Frota

A Azul solicitou autorização para devolver 11 aeronaves antigas, principalmente modelos Embraer E1, que não estão em operação devido a problemas na cadeia de suprimentos. A estratégia da empresa é substituir esses aviões por modelos mais novos e eficientes, como o Embraer E2. O vice-presidente institucional e corporativo da Azul, Fábio Campos, afirmou que a companhia não prevê cortes na malha aérea ou na equipe de tripulantes durante o processo de reestruturação.

A primeira audiência na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York ocorreu na última quinta-feira, onde todos os pedidos da Azul foram acatados. Campos destacou que a empresa não entrou com o pedido por necessidade de proteção, mas para formalizar acordos com credores. A próxima audiência está agendada para 9 de julho.

Expectativas Futuras

A Azul espera concluir o processo de recuperação judicial até o final de 2025. A companhia já firmou acordos com seus principais credores, incluindo a AerCap, que representa a maior parte do passivo de arrendamento de aeronaves. O foco agora é garantir a continuidade das operações e a reestruturação financeira, mantendo a confiança dos clientes e honrando todos os bilhetes vendidos.

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