A relação entre os Estados Unidos e a China continua a se deteriorar, refletindo mudanças significativas no mercado de títulos da dívida americana. Recentemente, o Reino Unido ultrapassou a China como o terceiro maior detentor de títulos da dívida dos EUA, com R$ 779,3 bilhões em sua posse, enquanto a China reduziu suas participações para R$ 765 bilhões. Essa mudança ocorre em um contexto de tensões comerciais e incertezas fiscais.
A China tem adotado uma estratégia de diversificação de suas reservas, aumentando a demanda por ouro. O país vê o metal precioso como uma alternativa viável aos títulos americanos, especialmente em meio a um sistema financeiro global sob pressão. Em 2024, a demanda por lingotes e moedas de ouro aumentou 15% em relação à média trimestral dos últimos cinco anos, com a China liderando esse crescimento.
Analistas apontam que a venda de títulos pela China não é uma resposta exclusiva às tarifas impostas pelos EUA. Desde a administração Trump, o país tem reduzido sua exposição à dívida americana, um movimento que começou quando suas participações superavam R$ 1,3 trilhões em 2011. Desde então, a China perdeu sua posição como principal detentor estrangeiro de dívida dos EUA para o Japão.
As preocupações com a sustentabilidade da dívida americana aumentaram após a aprovação de uma redução de impostos pela Câmara de Representantes. Investidores e agências de classificação expressam receios sobre a confiança no mercado de dívida dos EUA. O ministro de Finanças japonês, Katsunobu Kato, indicou que a venda de títulos pode ser uma estratégia a ser considerada, aumentando a incerteza no cenário econômico.
O cenário atual evidencia uma mudança nas dinâmicas de poder econômico, com o Reino Unido se consolidando como um player importante no mercado de títulos da dívida americana, enquanto a China busca alternativas para proteger suas reservas.
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