O IRB (Re) lançou a primeira Letra de Risco de Seguro (LRS) do Brasil, emitindo R$ 33,7 milhões por meio da Andrina Sociedade Seguradora de Propósito Específico, sua subsidiária. A operação, estruturada com o Itaú, busca transferir riscos de seguros ao mercado de capitais.
A emissão das LRS representa uma nova modalidade de transferência de riscos no mercado local. Segundo o presidente do IRB (Re), Marcos Falcão, essa iniciativa permite que riscos do setor segurador sejam absorvidos pelo mercado financeiro. A operação envolve a securitização de riscos de seguro garantia de quatorze das maiores empresas com as quais a resseguradora está exposta.
As LRS foram autorizadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) em 2022, mas apenas agora o setor começa a testar o mercado. O superintendente de Produtos Estruturados do Itaú BBA, Fausto Morais, destacou que esses títulos atendem à demanda de fundos de investimento por opções descorrelacionadas de riscos e ciclos econômicos, oferecendo retorno superior aos títulos do governo.
Falcão enfatizou que a emissão das LRS amplia as fontes de capital para seguradoras e resseguradoras no Brasil, permitindo um aumento na capacidade do setor. As letras de risco de seguro, que são frequentemente utilizadas no exterior, têm potencial para fortalecer o mercado local e cumprir o papel social do setor, que é proteger a sociedade.
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