Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, alertou que uma ruptura no mercado de títulos do Tesouro americano “vai acontecer” devido aos gastos excessivos do governo dos Estados Unidos e à flexibilização quantitativa do Federal Reserve (Fed). Em declaração feita no Fórum Econômico Nacional Reagan, na sexta-feira (30), ele afirmou que não sabe se a crise ocorrerá em seis meses ou em seis anos, mas enfatizou a necessidade de mudanças na trajetória da dívida e na capacidade dos formadores de mercado.
Os Treasuries americanos estão enfrentando sua primeira perda mensal do ano, enquanto a confiança dos investidores é abalada por mudanças abruptas nas políticas do presidente Donald Trump. O déficit fiscal dos EUA se aproxima de 7% do PIB, o que tem gerado preocupações crescentes, especialmente com um projeto de lei de corte de impostos em tramitação no Congresso.
Dimon, que tem expressado repetidamente suas preocupações sobre os gastos deficitários globais, confirmou que os chamados “vigilantes dos títulos” estão de volta. Esses investidores atuam como defensores da disciplina fiscal no mercado de títulos. Ele também mencionou que espera uma “confusão” no mercado de Treasuries que pode levar a uma intervenção do Fed, citando falhas nas regulamentações bancárias que, se corrigidas, poderiam permitir uma intermediação mais ativa por parte dos bancos.
O CEO do JPMorgan Chase reiterou que, apesar das dificuldades, o banco provavelmente se beneficiará de uma crise, afirmando que “não vou entrar em pânico, vamos ficar bem”. Dimon tem um histórico de previsões econômicas sombrias, mas a performance do JPMorgan tem sido robusta, com lucros recordes nos últimos anos, mesmo em meio a incertezas econômicas.
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