Mais de 66% dos trabalhadores de aplicativos ingressaram na gig economy por necessidade, segundo uma pesquisa da GigU em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação. Os principais motivos incluem a busca por complemento de renda (38%) e o desemprego (35,4%). A flexibilidade de horário é um atrativo para 31,5% dos entrevistados.
Cerca de 45% dos trabalhadores afirmam que sua renda líquida não é suficiente para cobrir despesas mensais básicas. Para 49,9%, os gastos com manutenção, como combustível e alimentação, superam R$ 1,5 mil por mês. Além disso, mais de 54% atuam em dois ou mais aplicativos, e 50,2% trabalham mais de oito horas diárias.
Crise de Confiança nas Plataformas
O estudo revela uma crise de confiança nas plataformas de trabalho. Mais de 60% dos entrevistados sentem falta de clareza sobre taxas, valores e bloqueios. O suporte oferecido é considerado ruim ou muito ruim por seis em cada dez profissionais. Aproximadamente 78,3% não percebem que as empresas se importam com os trabalhadores.
Apesar das dificuldades, 46,4% dos trabalhadores pretendem continuar nos aplicativos até encontrarem uma oportunidade melhor. Já 31,9% deixariam esse tipo de trabalho imediatamente se surgisse uma alternativa com remuneração superior. As principais demandas incluem:
1. Melhor remuneração por corrida (97,4%)
2. Redução das taxas cobradas pelas plataformas (72,7%)
3. Mais transparência (56,9%)
4. Melhor suporte (51,3%)
5. Benefícios básicos, como plano de saúde e previdência (42,8%)
O levantamento foi realizado com 981 respostas de trabalhadores de aplicativos, refletindo a realidade de um setor em crescimento e repleto de desafios.
Entre na conversa da comunidade