A Neta Auto, fabricante chinesa de veículos elétricos, enfrenta uma crise severa, com queda de 98% nas vendas e dívidas bilionárias. Recentemente, a logo da empresa foi removida de sua sede em Xangai, o que gerou especulações sobre a saída do CEO, Fang Yunzhou. A empresa esclareceu que a remoção ocorreu devido ao término do contrato de locação do imóvel, enquanto se prepara para uma mudança de endereço.
Desde novembro do ano passado, a produção na principal fábrica da Neta, localizada em Yichun, está paralisada. Em 2024, as vendas globais da montadora caíram para 64.549 unidades, uma redução de quase 60% em relação a 2022. A situação se agrava com a Neta enfrentando um processo de falência, iniciado pela Hozon Auto, sua controladora, devido a dívidas acumuladas com a agência de publicidade Yuxing, que totalizam US$ 730 mil.
Demissões e cortes
A crise levou a Neta a realizar demissões em massa e a implementar cortes salariais de até 75% para os funcionários que permanecem na empresa. Além disso, a montadora está envolvida em mais de 400 disputas judiciais e cerca de 90 processos de execução. O descontentamento entre acionistas, fornecedores e concessionários é crescente, refletindo a gravidade da situação financeira da empresa.
No Brasil, a Neta também enfrenta dificuldades. Desde sua chegada ao país, a montadora emplacou apenas 46 veículos. Concessionários que planejavam abrir lojas da marca desistiram antes mesmo da inauguração. Apesar de declarações anteriores de que os planos para o mercado brasileiro estavam inalterados, atualmente, o site da Neta está em manutenção e suas redes sociais foram desativadas.
Entre na conversa da comunidade