O investidor Steve Eisman, conhecido por sua atuação em “The Big Short”, expressou preocupações sobre a complacência do mercado em relação a tarifas e negociações comerciais. Em entrevista ao programa “Fast Money” da CNBC, ele destacou que Wall Street subestima a complexidade das atuais negociações comerciais entre os Estados Unidos, China e Europa.
Eisman alertou que um conflito comercial total não pode ser descartado. Ele afirmou que a situação atual é difícil de prever, com muitos fatores em jogo. Apesar de suas preocupações, o investidor continua investido no mercado, mas adotou uma postura cautelosa. “Eu sou long only. Eu reduzi alguns riscos e estou apenas aguardando”, disse.
Na segunda-feira, as ações subiram, com o índice Dow Industrials recuperando-se de uma queda inicial de 416 pontos. O Nasdaq Composite também se recuperou, apresentando um ganho de 0,7%. Eisman, que ficou famoso por prever a crise imobiliária de 2008, minimizou os riscos associados ao déficit orçamentário dos Estados Unidos. Ele argumentou que, na ausência de alternativas viáveis aos títulos do Tesouro, a preocupação com o déficit é exagerada.
Sobre os juros dos títulos do Tesouro, Eisman comentou que, embora a taxa de 10 anos tenha subido para 4,5%, isso ainda não representa uma venda massiva. Ele acredita que, em comparação com a história, essa taxa não é alta. Eisman também se mostrou indiferente à possibilidade de a taxa ultrapassar 5%, afirmando que, em relação a períodos anteriores, ainda está em níveis razoáveis.
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