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Cafés mantêm fidelidade dos consumidores apesar da alta histórica nos preços

Café enfrenta alta de preços, mas 48% dos brasileiros mantêm marcas e consumo. Marcas devem adaptar estratégias para fidelizar clientes.

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Em meio a um aumento histórico de 80,2% nos preços do café nos últimos doze meses, uma pesquisa da Ilumeo revela que 90% dos brasileiros perceberam essa alta. Apesar disso, 48% dos consumidores mantêm a frequência e a marca de café que costumam consumir, demonstrando resiliência e um forte vínculo emocional com o produto.

O levantamento, realizado entre 16 e 21 de maio de 2025, com 400 consumidores de diversas regiões e classes sociais, mostra que a percepção de valor do café vai além do preço. Segundo Diego Senise, diretor de pesquisa da Ilumeo, “a percepção de valor do café vai além do preço”. Ele destaca que os consumidores que consomem vários cafés por dia são os menos propensos a mudar seus hábitos.

Entre os 52% que alteraram seus comportamentos, 12% optaram por marcas mais baratas, 17% reduziram a quantidade consumida e 23% fizeram ambas as mudanças. A pesquisa também revela que o impacto da alta nos hábitos de consumo varia conforme a classe social. Nas classes CDE, 62% mudaram de marca ou reduziram a quantidade, enquanto nas classes AB, esse número é de 44%.

Marcas e Segmentação

As marcas mais citadas pelos consumidores são 3 Corações (34%), Pilão (21%), Melitta (16%) e Nescafé (13%). No segmento de café em cápsulas, que representa 30% do consumo, a fidelização é alta: apenas 26% dos consumidores testam novas marcas com frequência.

A produção nacional de café enfrenta desafios devido a condições climáticas adversas, como estiagem e geadas, além da volatilidade cambial. A safra de café de 2025 deve crescer 2,7%, mas ainda está abaixo do recorde de 2020, limitando a oferta e mantendo os preços elevados.

Senise ressalta que metade dos brasileiros teve que abrir mão, de alguma forma, do ritual de tomar café. Para as marcas, este é um momento crucial para se posicionar como uma escolha inteligente, mantendo a qualidade sem exigir sacrifícios. Marcas premium devem reforçar o valor simbólico do ritual do café, enquanto estratégias de marketing devem focar na segmentação e na construção de relacionamentos duradouros com os consumidores.

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