A Petrobras anunciou uma redução de 5,6% no preço da gasolina para distribuidoras, que passa a custar R$ 2,85 por litro a partir de terça-feira, 3 de junho. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, solicitou fiscalização para garantir que essa queda chegue rapidamente ao consumidor final, combatendo práticas anticoncorrenciais.
O ofício enviado por Silveira à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e outros órgãos pede ações para monitorar o repasse do desconto. O ministro destacou que, historicamente, aumentos de preços são repassados mais rapidamente do que as reduções. A Petrobras, que não reajustava os preços desde julho de 2024, espera que a diminuição impacte positivamente a inflação, que pode cair até 0,10 ponto percentual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A nova política de preços da Petrobras, adotada há dois anos, visa priorizar o custo interno e a eficiência operacional. Desde dezembro de 2022, a estatal já acumulou uma redução total de R$ 0,22 por litro para as distribuidoras, representando uma queda de 7,3% no preço nominal. No entanto, a redução não tem sido totalmente repassada aos consumidores, levando o governo a investigar possíveis irregularidades na distribuição.
A expectativa é que a nova redução alivie a pressão inflacionária, especialmente em um momento em que as contas de energia elétrica estão em alta devido à bandeira vermelha. Economistas já revisaram suas projeções para a inflação de junho, considerando o impacto positivo da queda nos preços dos combustíveis.
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