O Federal Reserve (Fed) anunciou a retirada da restrição de ativos de US$ 1,95 trilhões imposta ao Wells Fargo desde fevereiro de 2018. A medida foi resultado de escândalos de má conduta, incluindo a criação de contas fraudulentas. O Fed destacou que a decisão reflete as melhorias na governança e no gerenciamento de riscos do banco.
Com a remoção da sanção, o Wells Fargo poderá expandir suas operações e aumentar sua base de depósitos. O CEO Charles W. Scharf comemorou a decisão, que foi bem recebida pelos acionistas. O banco também anunciou um prêmio de US$ 2 mil em ações para a maioria de seus 215 mil funcionários em tempo integral.
Durante os sete anos sob a penalidade, o Wells Fargo perdeu a terceira posição entre os maiores bancos dos Estados Unidos, caindo para a quarta posição, com ativos de aproximadamente US$ 1,9 trilhões. Após o anúncio do Fed, as ações do banco subiram cerca de 3,7% no after market.
O Fed ressaltou que, apesar da retirada da restrição, outras condições da ordem de 2018 ainda permanecem em vigor até que o banco cumpra os requisitos necessários para sua completa remoção. A decisão do Fed também é vista como um sinal de uma postura mais favorável em relação aos bancos, refletindo progresso na recuperação do Wells Fargo.
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