A União Europeia (UE) solicitou à China a flexibilização das restrições à exportação de materiais de terras raras, essenciais para diversas indústrias, após os controles de exportação de Pequim causarem interrupções significativas na produção na Europa e nos Estados Unidos. O comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic, destacou a gravidade da situação na indústria automotiva europeia em reunião com o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, em Paris.
Desde abril, a China impôs novas restrições sobre sete tipos de minerais de terras raras e ímãs permanentes, em resposta a tarifas dos EUA. A China controla 90% do processamento global desses materiais. Apesar de um acordo comercial temporário com os Estados Unidos, as aprovações de licenças de exportação estão lentas, levando a tensões entre os dois países. Sefcovic alertou que a falta de ímãs permanentes, usados em produtos como carros e eletrodomésticos, está causando interrupções na produção.
A Associação Europeia de Fornecedores Automotivos (CLEPA) também expressou preocupação com a escassez de materiais, afirmando que a produção em várias fábricas já foi interrompida. Desde a implementação das restrições, apenas cerca de 25% dos pedidos de licença de exportação foram aprovados, e o processo tem sido inconsistente e opaco. A CLEPA destacou que as restrições estão afetando não apenas a indústria automotiva, mas também outros setores.
As montadoras, como Volkswagen e Mercedes-Benz, estão buscando alternativas para mitigar os impactos. A Mercedes-Benz afirmou que está desenvolvendo novas composições de materiais para reduzir a dependência de metais raros. A situação se agrava com a crescente demanda por esses materiais, especialmente com a transição para energias mais limpas. A Nissan, no Japão, também está explorando soluções para minimizar os efeitos das restrições chinesas.
Entre na conversa da comunidade