Startups de beleza da Coreia do Sul aceleram expansão nos EUA
Startups de beleza da Coreia do Sul, conhecidas por seus produtos de K-beauty, estão acelerando sua expansão física nos Estados Unidos. Marcas como Tirtir e d’Alba estão negociando com grandes varejistas, mesmo com a previsão de aumento nas tarifas de importação. A demanda por K-beauty permanece forte, com crescimento significativo nas vendas online.
As marcas estão se preparando para ocupar prateleiras em lojas como Sephora, Ulta Beauty, Costco e Target ainda em 2025. Essa movimentação ocorre apesar da previsão de aumento das tarifas de importação, que atualmente estão em 10% e podem chegar a 25% em julho. An Byung-Jun, CEO da Tirtir, afirmou que a qualidade dos cosméticos e os preços acessíveis são fatores que mantêm a demanda aquecida.
A base de fãs da cultura coreana, incluindo K-pop e doramas, tem impulsionado o interesse por cosméticos coreanos. A Tirtir ganhou destaque nos EUA com sua base cushion desenvolvida para peles negras, que será vendida na Ulta Beauty. Apesar da pressão das tarifas, a empresa acredita que pode absorver parte dos custos e manter preços competitivos.
Crescimento no e-commerce
A Coreia do Sul se tornou a terceira maior exportadora de cosméticos do mundo em 2024, atrás apenas da França e dos Estados Unidos. No mercado americano, superou a França como principal fornecedor, impulsionada pelo comércio eletrônico. Marcas como Beauty of Joseon, Medicube e Biodance cresceram 71% em vendas online nos últimos dois anos, quase cinco vezes mais que o mercado geral de cosméticos.
O sucesso viral em plataformas como TikTok tem sido crucial. A especialista em marketing Odile Monod destacou que um único vídeo pode transformar um produto em um best-seller global rapidamente. Para manter esse ritmo, será necessário um crescimento no varejo físico.
A varejista Olive Young, maior rede de cosméticos da Coreia do Sul, planeja abrir sua primeira loja nos EUA, em Los Angeles, ainda em 2025. Essa expansão é uma resposta à queda nas exportações para a China, que era o principal mercado externo das marcas de K-beauty. Com margens elevadas, startups como a Anua atraem o interesse de investidores, com ações da d’Alba Global mais do que dobrando desde sua estreia na bolsa em maio.
Entre na conversa da comunidade