Após registrar a menor cotação desde setembro do ano passado, o dólar encerrou a terça-feira em alta de 0,48%, cotado a R$5,4610. O movimento foi impulsionado pela disputa entre o governo e o Congresso sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além da valorização da moeda americana no exterior.
O governo brasileiro anunciou que entrará com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a decisão do Congresso que derrubou o aumento do IOF. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a ação é mais uma questão jurídica do que econômica ou política, enfatizando a importância do diálogo com o Legislativo.
No mercado de câmbio, a alta do dólar foi influenciada pela cautela em relação à disputa política e pela recuperação da moeda americana, que se fortaleceu após dados do Departamento do Trabalho dos EUA. O relatório mostrou que as vagas de emprego em aberto aumentaram para 7,769 milhões, superando as expectativas de 7,30 milhões. Essa informação sugere que o Federal Reserve pode ter menos espaço para cortes de juros no curto prazo, o que favoreceu o dólar.
Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou, atingindo a mínima de R$5,4204 logo após a abertura, mas subiu para a máxima de R$5,4712 às 15h22. O índice do dólar, que mede seu desempenho frente a outras divisas, registrou uma leve queda de 0,04%, a 96,717. A movimentação no mercado reflete um cenário de incertezas, tanto no Brasil quanto no exterior.
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