Após um prejuízo de R$ 1,72 bilhão no primeiro trimestre de 2023, os Correios lançaram o marketplace “Mais Correios”. A nova plataforma, que conta com mais de 500 mil produtos, visa diversificar as receitas da estatal e terá entrega nacional, aproveitando a infraestrutura logística da empresa.
O marketplace foi apresentado nesta terça-feira e promete uma experiência completa, desde a compra até a rastreabilidade da entrega. A estatal destaca que o frete oficial, sob o selo “Correios Mais Entregas”, terá prazos de entrega de até três dias úteis, podendo ser reduzido a um dia útil em grandes centros urbanos. No entanto, detalhes sobre as regiões atendidas ainda não foram divulgados.
A partir de agosto, micro e pequenos empreendedores poderão se cadastrar para vender seus produtos na plataforma, com suporte técnico e parcerias com instituições como o Sebrae. O lançamento ocorre em um momento crítico para a empresa, que enfrenta um cenário de perdas crescentes e forte concorrência no setor de entregas.
Os últimos resultados financeiros mostram que os Correios não registravam um desempenho tão negativo em um primeiro trimestre desde 2017. A empresa, sob a liderança de Fabiano Silva dos Santos, tem enfrentado desafios como atrasos em pagamentos a fornecedores e problemas na manutenção de agências.
Desafios e Expectativas
A iniciativa do marketplace surge em um contexto onde a estatal busca se adaptar a um mercado em constante evolução. O comércio eletrônico no Brasil cresceu 19% no ano passado, alcançando R$ 351,4 bilhões, o que representa uma oportunidade para os Correios. Contudo, o consultor em varejo Alberto Serrentino alerta que a plataforma chega em um mercado já saturado, enfatizando a necessidade de atrair um mix diversificado de vendedores.
Além disso, os Correios planejam lançar um meio de pagamento próprio ainda neste semestre, como parte de suas estratégias para garantir sustentabilidade financeira. A empresa continua a enfrentar um cenário desafiador, com um prejuízo acumulado de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre de 2024, em parte devido a novas taxações sobre compras internacionais.
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