Depois de um longo processo falimentar que se arrasta por mais de duas décadas, o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, autorizou a venda da escultura romana “Romanus Togatus”. A obra, que pertenceu ao ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, foi confiscada após alegações de contrabando para os Estados Unidos.
A escultura, inicialmente avaliada em US$ 900 mil no exterior, enfrentou dificuldades para ser vendida devido à falta de comprovação de sua autenticidade. Após a autorização do juiz para o repatriamento, que custou R$ 600 mil, uma nova avaliação foi realizada. O leiloeiro James Lisboa agora estima o valor da obra em R$ 1 milhão.
A alienação da escultura visa ressarcir os credores da massa falida do Banco Santos. Contudo, a venda pode não cobrir os custos incorridos ao longo do processo. A situação revela os desafios enfrentados na administração de bens confiscados e a complexidade do caso que envolve o ex-banqueiro, falecido em 2024.
A expectativa é que a venda ocorra em território nacional, o que pode facilitar a transação. No entanto, a diferença significativa entre a avaliação atual e a anterior levanta questões sobre a viabilidade financeira da operação.
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