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Trump cita déficit comercial com o Brasil; EUA registram superávit

Trump impõe tarifa de 50% a importações brasileiras a partir de 1º de agosto, mesmo com dados do MDIC apontando superavit dos EUA com o Brasil desde 2009

Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que a relação é deficitária para o Brasil e superavitária para os EUA há 16 anos
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Donald Trump anunciou, nesta quarta-feira, a aplicação de uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras, com vigência a partir de 1º de agosto. A medida foi apresentada como forma de corrigir déficits comerciais, segundo o presidente americano.

Dados oficiais do MDIC indicam que, desde 2009, a relação entre Brasil e Estados Unidos tem sido de superávit para os EUA e deficit para o Brasil. Com isso, a tarifa de 50% impactaria o saldo comercial entre os dois países, segundo especialistas.

Trump justificou a decisão citando tratamento do Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro e questões relacionadas a eleições e liberdade de expressão. Em carta dirigida ao presidente Lula, o norte-americano afirmou que o Brasil trata de forma inadequada Bolsonaro, e classificou a relação como injusta.

A carta também aponta que as tarifas visam corrigir supostas barreiras comerciais brasileiras e déficits vistos como insustentáveis, com a defesa de que o equilíbrio comercial é essencial para a segurança nacional dos EUA. As medidas podem ser ajustadas conforme a relação entre os países.

Contexto técnico e histórico

Especialistas apontam que o saldo positivo dos EUA com o Brasil já era observado há mais de uma década, o que ajudou a justificar tarifas iniciais de 10% em abril, depois revogadas parcialmente. O argumento central é a necessidade de equalizar condições comerciais entre as duas nações.

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