A Alimentation Couche-Tard anunciou a retirada de sua proposta de aquisição da Seven & i Holdings, avaliada em US$ 46 bilhões. A decisão foi comunicada na quarta-feira, 17 de julho, e se deu em meio a um “persistente falta de engajamento construtivo” por parte da empresa japonesa. A Couche-Tard criticou a falta de diálogo sincero, afirmando que não houve avanços nas negociações.
Após o anúncio, as ações da Seven & i sofreram uma queda de 9%, refletindo a insatisfação do mercado com a incapacidade da empresa de gerar valor de forma independente. A Seven & i, que controla a rede de lojas de conveniência 7-Eleven, enfrenta desafios significativos, especialmente na América do Norte, onde a demanda tem sido fraca e a inflação pressiona os resultados.
Desdobramentos das Negociações
As negociações entre as duas empresas se arrastaram por quase um ano, com a Couche-Tard propondo alternativas como a compra de sua unidade internacional ou uma participação minoritária. No entanto, a Seven & i não conseguiu avançar nas discussões, levando à desistência da canadense. A empresa japonesa havia sugerido que a Couche-Tard adquirisse apenas seus negócios no exterior em troca de ações, mas também não houve consenso.
A nova liderança da Seven & i, sob o comando de Stephen Dacus, agora enfrenta a pressão de demonstrar que pode reverter a situação sem a ajuda de aquisições externas. O ambiente corporativo no Japão está em transformação, com um aumento no ativismo dos acionistas, o que pode intensificar a pressão sobre a administração.
O Futuro da Seven & i
Com a desistência da Couche-Tard, a Seven & i deve apresentar uma atualização sobre sua estratégia de recuperação em agosto. A empresa já é alvo de críticas por seu ritmo lento de mudanças e pela necessidade de maximizar o valor para os acionistas. A situação atual pode levar acionistas frustrados a exigir ações mais decisivas da administração, enquanto a Couche-Tard considera encerradas as negociações, sem planos de retomar o diálogo.
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