A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) solicitou ao governo federal a suspensão de impostos e a criação de linhas de crédito emergencial para o setor. A medida visa mitigar os impactos das tarifas de 50% que os Estados Unidos impuseram às exportações brasileiras, com início previsto para 1º de agosto. No primeiro semestre de 2025, os EUA foram o principal destino das exportações de eletroeletrônicos do Brasil, absorvendo 29% do total, o que representa US$ 1,1 bilhão em vendas, um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em ofício enviado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Abinee propõe a estruturação de linhas de financiamento emergencial através do BNDES ou Finep, além da suspensão da tributação sobre insumos utilizados na produção de bens exportados. A entidade também pede a desoneração temporária da folha de pagamento e um aumento temporário da alíquota do Reintegra, que permite a reintegração de valores tributários para empresas exportadoras.
Demandas do Setor
As solicitações incluem ainda crédito presumido de IPI (ou PIS/Cofins) sobre exportações para os EUA, ajustes no preço de transferência e repasse de valores de Fundos Públicos Setoriais. A Abinee também busca alívio nos custos com ICMS junto ao governo estadual de São Paulo, propondo a aceleração da devolução de saldos credores acumulados e a criação de um regime especial simplificado de suspensão do ICMS.
A entidade alerta que a nova taxação pode resultar em perda de competitividade para os produtos brasileiros, levando a uma possível queda nas encomendas e paralisação de embarques. As exportações representam, em média, 17% do faturamento do setor, que já registrou um total de US$ 3,8 bilhões em exportações de eletroeletrônicos no primeiro semestre de 2025, um aumento de 12% em relação ao ano anterior. Os principais itens exportados incluem transformadores, motores e geradores.
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