BRASÍLIA – O governo Lula está elaborando uma política nacional para atrair investimentos em minerais críticos, essenciais para setores como tecnologia e energia, antes da COP-30 em Belém (PA). A iniciativa surge em meio ao interesse dos Estados Unidos, especialmente nas negociações sobre tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.
Um dos principais pontos em discussão é a emissão de debêntures incentivadas para o setor minerário. Esses títulos têm como objetivo financiar projetos que resultem na produção de substâncias como lítio e cobalto, fundamentais para a transição energética. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que a meta não é apenas extrair e exportar, mas desenvolver uma cadeia produtiva de alto valor e baixo carbono.
O interesse dos EUA foi reafirmado pelo encarregado de negócios da embaixada americana, Gabriel Escobar, em reunião com representantes do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O vice-presidente Geraldo Alckmin mencionou que a pauta de mineração é extensa e pode ser explorada em futuras negociações, embora tenha evitado confirmar cenários específicos.
Durante uma cerimônia em Minas Novas (MG), o presidente Lula enfatizou a importância de proteger os recursos naturais do Brasil, afirmando que “aqui ninguém põe a mão”. A proposta de debêntures para transformação mineral já está em fase de regulamentação e busca atrair investimentos sustentáveis para o setor. Além disso, o governo está implementando mecanismos como o FIP BNDES Mineração e o “Regime FÁCIL” para facilitar o acesso de pequenas empresas ao mercado de capitais.
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