Os senadores brasileiros que visitaram os Estados Unidos para discutir os impactos econômicos de tarifas elevadas enfrentaram um novo desafio. Uma proposta de lei no Congresso americano pode impor sanções a países que mantêm relações comerciais com a Rússia. Essa informação foi revelada pela coluna Radar.
Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 25% sobre importações da Índia, justificando a medida pela compra de armas e combustíveis fósseis da Rússia. Essa ação levanta preocupações sobre o Brasil, que também mantém comércio com Moscou. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, defendeu sanções secundárias contra países que continuam a negociar com a Rússia, incluindo o Brasil.
O comércio bilateral entre Brasil e Rússia alcançou cerca de 12,5 bilhões de dólares em 2024, um valor que representa apenas um sexto do comércio da União Europeia com a Rússia, que totalizou 77,5 bilhões de dólares no mesmo ano. Apesar da pressão, a Europa ainda importa produtos estratégicos da Rússia, como combustíveis fósseis e químicos, essenciais para sua economia.
Se os Estados Unidos decidirem aplicar sanções ao Brasil e a outros países emergentes, isso será visto como uma medida injustificada e seletiva. A imposição de tarifas e sanções pode prejudicar a economia desses países, transferindo o custo de pressionar o regime russo para nações que dependem de produtos russos, como fertilizantes, para sua produção agrícola.
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