Donald Trump anunciou tarifas moderadas sobre importações, mas a WEG, uma das principais empresas brasileiras, enfrentará uma taxação de 50% sobre motores elétricos e uma sobretaxa sobre cobre. Esse cenário impactará em R$ 2,3 bilhões no EBITDA estimado para 2025, conforme análise do BTG Pactual.
Embora a lista de produtos isentos represente cerca de 40% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, a WEG foi uma das empresas afetadas. O imposto sobre motores elétricos, que são essenciais para a operação da companhia, e a sobretaxa sobre cobre, que compõe até 15% dos custos de produção, geram preocupações. O BTG estima que R$ 1,1 bilhão da perda de margem virá das exportações de motores, enquanto R$ 1,2 bilhão se deve ao aumento dos custos com cobre.
As ações da WEG já caíram 8% desde o início das especulações sobre as tarifas. No pregão de hoje, as ações chegaram a cair 2,5%, mas reduziram a queda para 1,87%. Apesar do impacto imediato, a WEG está explorando alternativas para mitigar os efeitos das tarifas, como redirecionar exportações para os EUA através de fábricas no México e na Índia, além de focar em mercados latino-americanos.
Estratégias de Mitigação
A companhia também considera utilizar a capacidade ociosa da Regal, adquirida recentemente nos EUA. Contudo, o BTG Pactual alerta que as fábricas têm modelos de produção diferentes e podem demorar a se ajustar. A WEG também estuda repasses de preços, mas enfrenta o risco de perder competitividade para concorrentes com maior conteúdo local, como a ABB.
O cenário tarifário surge em um momento de desaceleração no crescimento da receita da WEG. O BTG revisou suas projeções, prevendo um ritmo mais lento de pedidos devido à incerteza sobre tarifas. A expectativa para a receita líquida de 2025 é de R$ 42,9 bilhões, com EBITDA de R$ 9,5 bilhões, valores que podem ser revistos.
Apesar do cenário desafiador, o BTG manteve a recomendação de compra para as ações da WEG, com um preço-alvo de R$ 54, indicando um potencial de alta de quase 50%. A análise destaca o perfil de retorno elevado da empresa e as tendências favoráveis nos setores de eficiência energética e mobilidade elétrica, embora o curto prazo permaneça turbulento.
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