O vinho tavel, apreciado no sul da França, volta a ganhar espaço entre consumidores e chefs. O retorno ocorre com apoio de produtores emblemáticos, incluindo o domaine de l Anglore, liderado pela família Pfifferling, em busca de renovação e reconhecimento.
O movimento envolve uma nova geração de viticultores que quer resgatar a reputação do tavel, hoje visto como um vinho inclassificável da valeé du Rhône méridionale, com cor mais marcada e taninos suaves. O objetivo é ampliar o alcance além do paladar de nicho.
A mudança ganhou impulso após a eleição de Julien Courdesse, em abril, como presidente da appellation. Ele encara o desafio de aproximar grandes produtores de varejo e pequenos viticultores de qualidade, reduzindo divergências internas que chegaram a estimular medidas radicais.
O papel do tavel na gastronomia e no turismo
O tavel é apresentado como vinho de gastronomie, capaz de acompanhar um prato completo. Ao mesmo tempo, o turismo é destaque, com a presença de visitantes internacionais, especialmente americanos, que contribuíram para fluxo de restaurantes e adegas locais.
Dados de visitação indicam que, em 2022, cerca de 2,5 milhões de turistas americanos circularam por Paris, gerando receitas superiores a 533 milhões de euros. Esse público costuma seguir orientações de sommeliers em restaurantes.
Desafios e perspectivas
Líderes do setor argumentam que o tavel deve ser reconhecido como clairet, distinguindo-o de rótulos de rosé mais translúcidos. A visão visa reposicionar o vinho como opção de mesa, não apenas aperitivo, destacando sua versatilidade culinária.
Vários produtores afirmam que a viticultura deve prevalecer sobre a enologia excessiva. A aproximação entre produtores e consumidores é tida como essencial para a consolidação da identidade do tavel no cenário nacional.
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