O ecossistema cripto continua a dividir opiniões, com investidores alternando entre entusiasmo e ceticismo. Após mais de 15 anos de existência, o mercado atrai tanto grandes gestoras, como BlackRock e WisdomTree, quanto pequenos investidores em busca de diversificação. Recentemente, essas gestoras sugeriram alocações de até 2% em criptomoedas para mitigar riscos e aproveitar a volatilidade.
A volatilidade, frequentemente vista como um obstáculo, é considerada por alguns especialistas como uma característica que pode beneficiar uma carteira de investimentos. Dovile Silenskyte, da WisdomTree, afirma que a volatilidade do bitcoin não o torna inadequado, mas sim um ativo que pode oferecer ganhos potenciais superiores às perdas. A gestora recomenda que, em carteiras multiactivo, a alocação em criptomoedas deve ser de até 2%.
Por outro lado, a Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) alerta os investidores sobre os riscos associados a criptoativos, especialmente para os minoristas. A nova regulamentação europeia, conhecida como MiCA, que entrará em vigor no final de 2024, busca criar um ambiente mais seguro, mas não oferece as mesmas proteções que os produtos de investimento tradicionais.
No Brasil, as opções de investimento em criptomoedas para pequenos investidores são limitadas. A CNMV esclareceu que fundos de investimento não podem investir diretamente em criptomoedas, mas é possível acessar produtos que replicam seu desempenho. Román González, co-gestor do fundo Criptomoedas FIL, recomenda que investidores agressivos considerem alocações de até 5% em criptoativos, enquanto os conservadores devem ser mais cautelosos.
A crescente aceitação das criptomoedas por instituições financeiras, como o BBVA, que agora permite a compra de bitcoin e ethereum, indica uma mudança no cenário de investimentos. No entanto, os especialistas ressaltam a importância de uma abordagem diversificada e de longo prazo, especialmente em um mercado tão volátil.
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