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Grandes empresas podem se beneficiar das tarifas de Trump, apesar da recente mudança no mercado

Investidores avaliam a rotação entre ações de grande e pequeno porte, enquanto tarifas e juros influenciam o desempenho das empresas no mercado

Foto: Reprodução
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Recentemente, o mercado financeiro tem observado uma mudança significativa nas preferências dos investidores, que estão rotacionando suas aplicações de ações de grande porte para pequenas empresas. Essa movimentação ocorre em meio a um cenário de incertezas, especialmente devido às tarifas impostas pelo governo Trump, que impactam desproporcionalmente as pequenas empresas.

As ações de pequenas empresas tiveram um aumento considerável, impulsionadas pela expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed). A crença é que essas empresas, mais dependentes de financiamento externo, podem se beneficiar de taxas mais baixas. Enquanto isso, grandes corporações como Apple e Nvidia estão se adaptando às tarifas, aumentando sua produção doméstica e garantindo sua competitividade.

Brian Gardner, estrategista da Stifel Financial, destaca que as grandes empresas possuem maior poder de negociação e conseguem se adaptar mais facilmente a mudanças econômicas. Ele afirma que as pequenas empresas, por sua vez, têm menos capacidade de negociar isenções e são mais vulneráveis às tarifas. Ed Mills, analista da Raymond James, complementa que as grandes empresas têm a vantagem de atender às exigências do governo, o que pode levar a uma nova rotação de investimentos de volta para ações de grande porte.

Expectativas e Desafios

Apesar do otimismo em relação às pequenas empresas, Art Hogan, estrategista da B. Riley Wealth Management, sugere que elas não necessariamente sairão perdendo. Além da possível redução das taxas de juros, a desregulamentação e a resiliência da economia dos EUA podem favorecer o desempenho das pequenas empresas. Hogan acredita que não é uma questão de escolher entre grandes ou pequenas empresas, mas sim de como ambas podem coexistir e prosperar.

Os dados mostram que, até agora, o S&P 500 teve um aumento de quase 9% em 2023, enquanto o índice Russell 2000, que representa as pequenas empresas, subiu menos de 2%. Essa discrepância reflete a dificuldade das pequenas empresas em acompanhar o crescimento das grandes, que continuam a dominar o mercado. A diferença de avaliação entre os dois grupos de ações não era tão ampla desde o ano 2000, indicando um cenário desafiador para as pequenas empresas no futuro próximo.

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