O INSS anunciou que espera economizar R$ 2,5 bilhões em 2026 com a implementação do Atestmed, um sistema que facilita a concessão de auxílio-doença por meio da análise de documentos médicos, eliminando a necessidade de perícia presencial. O projeto visa reduzir custos e o tempo de espera para os beneficiários, com a expectativa de que a economia se amplie nos próximos anos.
O Atestmed, que já começou a operar em 2024, teve resultados abaixo do esperado. Inicialmente, a previsão era de uma economia de R$ 5,6 bilhões, mas o valor efetivo alcançado foi de R$ 3,68 bilhões. Essa diferença se deve a atrasos na implementação do sistema e a uma greve no INSS, que impactou o fluxo de trabalho. O documento do Projeto de Lei Anual (PLOA), que deve ser enviado ao Congresso até 31 de agosto, detalha essas expectativas.
Para 2025, o INSS previa uma economia de R$ 1,2 bilhão, com a redução do prazo máximo de concessão dos benefícios de 180 para 30 dias. Contudo, essa medida foi revista, e o prazo foi ajustado para 60 dias, sem uma nova estimativa de economia. O cálculo atual considera uma economia média de R$ 980 por benefício, o que representa uma significativa redução nos custos operacionais.
O governo vê o Atestmed como uma solução para conter a pressão sobre o orçamento, especialmente em relação aos benefícios previdenciários. As projeções indicam que a economia deve continuar a crescer, com estimativas de R$ 2,764 bilhões em 2027, R$ 2,948 bilhões em 2028 e R$ 3,138 bilhões em 2029. A expectativa é que o sistema se torne uma ferramenta crucial para a gestão financeira do INSS nos próximos anos.
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