O Goldman Sachs projeta que o preço do barril do Brent pode cair para US$ 50 até o final de 2026, refletindo uma queda de 26,5% em relação ao fechamento de US$ 68,05 registrado recentemente. A previsão é impulsionada pelo aumento dos estoques na OCDE e uma oferta global que deve superar a demanda em 1,8 milhão de barris diários.
A Petrobras (PETR3, PETR4) tem a cotação do Brent como referência e, apesar de registrar recordes de produção, com uma média esperada de 2,3 milhões de barris por dia até o final de 2025, enfrenta um cenário de oferta abundante. O Goldman estima que os estoques globais de petróleo cresceram 210 milhões de barris neste ano, com um ritmo de 1 milhão de barris por dia.
Estoques e Demanda
O relatório do banco destaca que os estoques da OCDE devem aumentar em 600 mil barris por dia até 2026, permitindo que o bloco armazene entre 60 e 67 dias de demanda. Essa situação pode reduzir o preço justo do barril em US$ 24, levando-o a um patamar próximo de US$ 50. A maior parte dos estoques está atualmente em trânsito, refletindo sanções a países produtores como Rússia, Irã e Venezuela.
O aumento da produção nas Américas e no Oriente Médio também contribui para a elevação dos estoques flutuantes. O Goldman observa que, se os estoques aumentarem na China em vez da OCDE, isso pode elevar os preços, já que a demanda chinesa tende a ser mais competitiva.
Fatores de Influência
Uma produção potencialmente mais fraca da Rússia pode amenizar a queda do Brent, mas a tendência geral é de um mercado saturado. O cenário atual, com a oferta superando a demanda, sugere que a volatilidade dos preços do petróleo deve continuar, impactando diretamente a economia global e as operações da Petrobras.
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