O Bank of America anunciou na última sexta-feira, 1º de setembro, um aumento de 6% em sua previsão média para o preço do ouro, elevando-a para US$ 3.049 por onça. O banco atribui essa revisão a fatores como as ameaças do ex-presidente Donald Trump à independência do Federal Reserve e a crescente instabilidade financeira e geopolítica.
Os analistas do banco, liderados por Jason Fairclough, mantêm uma perspectiva otimista, com um objetivo de curto e médio prazo de US$ 4.000 por onça. Para este ano, a previsão é que o ouro alcance US$ 3.356 e, no próximo, US$ 3.659. O metal precioso é considerado um ativo seguro em tempos de crise, e as recentes tensões no mercado têm impulsionado seu valor.
Fatores de Influência
O aumento no preço do ouro é impulsionado por quatro fatores principais: o déficit estrutural dos EUA, a pressão inflacionária decorrente da desglobalização, as ameaças percebidas à autonomia do banco central americano e as incertezas geopolíticas globais. As ações de Trump, que incluem tentativas de demitir membros do Federal Reserve, geram preocupações sobre a capacidade do banco de tomar decisões monetárias independentes.
Além disso, o banco também revisou suas previsões para a prata, elevando o preço médio para US$ 38 por onça, um aumento de 7,5%. As expectativas de alta nos preços de ambos os metais refletem um cenário de incerteza que deve persistir nos próximos anos, segundo os analistas.
As futuros de ouro já apresentaram um crescimento significativo em 2023, com um aumento de aproximadamente 31%, atingindo recentemente cerca de US$ 3.473. O cenário atual sugere que a demanda por ativos seguros continuará a crescer, à medida que os investidores buscam proteção contra a volatilidade do mercado.
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