A Victorinox, famosa pelo canivete suíço, anunciou um crescimento expressivo de sua linha de relógios no Brasil, que agora representa quase 50% do faturamento local. A marca, que diversificou seu portfólio para incluir malas, mochilas e acessórios, destaca-se no mercado brasileiro, onde os relógios superam a média global de 30% em participação de vendas.
Claudia Schmatz, Country Manager da Victorinox no Brasil, afirmou que a empresa aposta no segmento premium, oferecendo produtos de alta qualidade com preços que variam entre R$ 4.000 e R$ 22.000. Para garantir a qualidade, a Victorinox mantém duas fábricas na Suíça, onde realiza mais de 130 testes em seus relógios, assegurando uma garantia de cinco anos.
Expansão no Brasil
A operação da Victorinox no Brasil, inaugurada em 1993, é considerada estratégica. A marca não possui lojas próprias, mas se associa a joalherias e boutiques de viagem para expandir sua presença. Schmatz destacou que a empresa está focada em criar vínculos de longo prazo com os clientes, oferecendo produtos atemporais que podem ser passados de geração para geração.
Nos últimos anos, a Victorinox tem experimentado um crescimento constante, com um aumento de 10% em 2023 e 35% acumulado em 2025. O Dia dos Pais foi um fator que impulsionou os resultados recentes. Além das capitais, a marca está se expandindo para o interior do Brasil, especialmente em regiões com forte atividade do agronegócio.
Oportunidades e Desafios
A negociação do acordo Mercosul–EFTA, que prevê a redução de tarifas sobre produtos suíços, pode beneficiar ainda mais a Victorinox no Brasil. Enquanto isso, a marca se destaca em um cenário global desafiador, onde grandes nomes do luxo enfrentam dificuldades. Schmatz afirmou que a Victorinox tem se adaptado rapidamente a diferentes cenários socioeconômicos e políticos.
O perfil do cliente da Victorinox no Brasil é majoritariamente masculino, com idades entre 30 e 60 anos, mas a empresa busca atrair um público mais jovem e feminino por meio de colaborações e embaixadores. Apesar do sucesso dos relógios, os canivetes ainda representam cerca de 30% do faturamento no país, mostrando que a tradição da marca continua a ser valorizada.
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