A Aegea, maior empresa privada de saneamento do Brasil, manifestou interesse em assumir a Copasa, estatal mineira de água e esgoto, em meio a discussões sobre sua privatização. O governo de Minas Gerais avança com propostas que incluem uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para dispensar o referendo popular, facilitando a venda da companhia.
Radamés Casseb, CEO da Aegea, destacou que a empresa está disposta a estudar a Copasa com a mesma dedicação que teve na desestatização da Sabesp, embora não tenha apresentado proposta no leilão anterior. Ele ressaltou que o mercado de saneamento em Minas Gerais é o maior em número de municípios atendidos e que a Copasa é uma referência no setor.
A proposta de privatização da Copasa ganhou força na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde o governo de Romeu Zema (Novo) busca aprovar a PEC que elimina a necessidade de referendo. A expectativa é que a votação ocorra ainda neste mês, com o projeto de privatização seguindo em breve. O governo estima arrecadar mais de R$ 4 bilhões com a venda.
A oposição, no entanto, defende que a população mineira deve ser consultada antes da privatização, o que poderia atrasar o processo. O presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), alertou que a obrigatoriedade de consulta popular inviabilizaria a desestatização neste ano.
Além disso, o BTG Pactual e a gestora Perfin estão envolvidos nas discussões sobre a Copasa. A Perfin, que já adquiriu ações da estatal, considera a empresa uma boa oportunidade de investimento. A possibilidade de um consórcio entre a Aegea e o BTG também é especulada, dado o histórico de parcerias entre as instituições em processos de privatização.
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