O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma prévia mensal do PIB, registrou uma queda de 0,5% em julho em comparação a junho, marcando a terceira redução consecutiva. O dado, divulgado pelo Banco Central, indica uma desaceleração econômica no segundo semestre de 2023. Essa tendência, somada ao arrefecimento da inflação, pode influenciar a decisão do Banco Central sobre cortes na taxa de juros.
Economistas, como Luís Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners, alertam que a inflação não deve se aproximar da meta sem uma desaceleração no mercado de trabalho. Leal destaca que o Banco Central pode optar por adiar a redução da Selic para 2026, buscando maior segurança em suas decisões. Ele menciona a proposta de taxação de 10% sobre lucros e dividendos enviados ao exterior, que poderia levar empresas a antecipar pagamentos.
Cautela do Banco Central
O economista Claudio Considera, do FGV Ibre, também enfatiza a necessidade de cautela por parte da autoridade monetária. Ele acredita que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) após a reunião desta quarta-feira deve apresentar um cenário mais otimista, apesar das pressões inflacionárias provenientes do mercado de trabalho e do consumo das famílias. Considera ressalta que o hiato do produto, que está positivo há dez trimestres, pode alimentar a inflação.
A previsão para o crescimento do PIB em 2023 é de 2,5%, o que representaria a terceira alta anual consecutiva. Apesar da desaceleração, a expectativa é de que a renda per capita continue a aumentar. A situação econômica exige atenção redobrada para evitar uma desaceleração excessiva que possa levar o país a uma recessão.
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