Kering S.A. está passando por um momento de transformação sob a liderança do novo CEO Luca de Meo, que assumiu o cargo em 15 de setembro. A empresa, que enfrenta dificuldades financeiras, viu suas vendas caírem 15% no segundo trimestre e acumula uma dívida de 9,5 bilhões de euros. A marca Gucci, um dos principais ativos do grupo, tem sido um dos maiores desafios.
A nomeação de Francesca Bellettini como vice-CEO para revitalizar a Gucci gerou otimismo no mercado. As ações da Kering subiram 0,67% após a notícia, refletindo uma possível recuperação. Short sellers, que apostam na queda das ações, estão reduzindo suas posições negativas, indicando uma mudança de percepção sobre a empresa.
Nos últimos meses, a Kering enfrentou pressões adicionais, como tarifas nos Estados Unidos e a diminuição da demanda por produtos de luxo na China. Além disso, a empresa revelou ter sofrido uma violação de dados em abril, comprometendo informações de clientes, embora dados financeiros não tenham sido afetados.
A recente alta das ações da Kering, que subiram 27,4% nos últimos seis meses, sugere que a empresa pode estar revertendo sua trajetória de queda. A porcentagem de ações em circulação emprestadas por short sellers caiu de mais de 10% no verão para 8% em setembro, conforme dados da Ortex. A Marshall Wace, um dos maiores fundos de hedge do Reino Unido, reduziu sua posição curta na Kering de 1,6% em julho para 0,67% em setembro, conforme registros regulatórios.
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