Nas últimas semanas, o Banco Central tem mantido a Selic em 15% ao ano, sinalizando uma política monetária fortemente contracionista. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses ficou em 5,17%, ainda acima da meta de 3%.
O BC vem destacando que a inflação está aquecida em relação ao centro da meta, mesmo com sinais de queda gradual. A autoridade afirma que há necessidade de manter juros elevados por um período prolongado para conter o processo inflacionário.
Fórum internacional revela postura do BC
Em Jacarta, durante o Fórum Econômico Indonésia-Brasil, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a inflação brasileira ainda não chegou à meta, o que sustenta a manutenção de juros altos no curto prazo. Ele ressaltou que a inflação está em linha com a trajetória de redução esperada pelo BC, mas permanece acima do objetivo.
A fala ocorre após o Copom sinalizar, na ata de setembro, que a política monetária deve permanecer em patamar fortemente contracionista por um período considerável. A ata também apontou que, apesar da inflação fora da meta, o desemprego segue baixo e o crescimento, ainda que moderado, persiste.
No cenário político, integrantes do governo têm divergências sobre a política de juros. A ministra Gleisi Hoffmann sustenta que a atual taxa está excessiva, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, antes de viajar à Ásia, que haja redução da Selic. As divergências envolvem a estratégia de condução monetária diante da inflação.
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