O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a COP30, é uma iniciativa inovadora administrada pelo Banco Mundial. O objetivo principal do fundo é remunerar países que mantêm suas florestas, com aportes iniciais de nações como Noruega, Brasil, Indonésia e França, totalizando US$ 5,5 bilhões em investimentos.
A proposta do TFFF inclui um spread estimado de US$ 3 a 4 bilhões por ano, que será distribuído de acordo com a quantidade de hectares preservados, com um valor aproximado de US$ 4 por hectare. Além disso, 20% dos recursos arrecadados serão destinados a beneficiar comunidades indígenas, reconhecendo seu papel crucial na conservação ambiental. A expectativa é que o fundo alcance US$ 25 bilhões até 2030, com funcionamento previsto até 2035.
Mecanismos de Funcionamento
O TFFF se diferencia por não depender de doações, mas sim de um modelo de investimento que gera retornos financeiros. O dinheiro arrecadado será aplicado em ações diversificadas, promovendo um fundo de baixo risco. Os países que mantiverem suas taxas de desmatamento abaixo de 0,5% serão elegíveis para receber os lucros do fundo, incentivando a preservação florestal.
Os dados de desmatamento serão monitorados por meio de tecnologia de satélites, garantindo que os recursos sejam entregues apenas a nações que apresentem resultados efetivos. Essa abordagem visa fortalecer a governança ambiental e o monitoramento, além de garantir que o fundo não invista em combustíveis fósseis, priorizando produtos e ações sustentáveis.
Apoio Internacional
O TFFF recebeu o apoio de 53 países, incluindo 34 que possuem florestas tropicais. Essa iniciativa busca criar um abastecimento contínuo de recursos, diferente do modelo tradicional baseado em doações, que é considerado instável e dependente das prioridades dos doadores. O ex-CEO da Unilever, Paul Polman, destacou que o fundo representa uma mudança de paradigma, valorizando os serviços ecossistêmicos das florestas, como a regulação do clima e a biodiversidade, que são essenciais para a infraestrutura global.
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