A Indonésia anunciou a abertura de 600 mil hectares para o cultivo de palma, visando aumentar a produção de óleo de palma, que está estagnada. A decisão ocorre após o término de uma moratória de licenças entre 2018 e 2021, que buscou melhorar a imagem ambiental do setor. O plano do governo, revelado por Abdul Roni Angkat, do Ministério da Agricultura, tem como objetivo expandir a produção em 2 milhões de toneladas nos próximos quatro anos.
Dessa nova área, 400 mil hectares serão destinados a pequenos produtores e 200 mil hectares à estatal PalmCo. Roni enfatizou que a expansão não resultará em desmatamento, mas não especificou quais tipos de terras serão utilizadas. O Greenpeace, no entanto, manifestou ceticismo, afirmando que a limitação de terras disponíveis pode levar a danos ambientais e conflitos agrários.
Contexto da Produção
Atualmente, as plantações de palma na Indonésia cobrem cerca de 16 milhões de hectares, com um rendimento médio de 3,8 toneladas por hectare, abaixo das 4 toneladas alcançadas em 2020. A moratória anterior foi implementada para conter o desmatamento, que é frequentemente associado ao cultivo de palma. Apesar de um esquema de replantio subsidiado para pequenos proprietários, a adesão foi baixa, com apenas 400 mil hectares recomendados até agora, em relação à meta de 2,5 milhões de hectares estabelecida em 2016.
Além disso, o governo indonésio planeja aumentar a mistura obrigatória de biodiesel para 50% até o segundo semestre de 2026, um aumento em relação aos atuais 40%. Essa mudança pode reduzir a quantidade de óleo de palma disponível para exportação, impactando o mercado internacional.
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