A JPMorgan Chase anunciou planos de erguer uma nova torre em Canary Wharf, Londres, visando consolidar sua sede no Reino Unido. O projeto envolve co-desenvolvimento com o Canary Wharf Group e tem Foster + Partners como arquiteta. A obra pode levar seis anos para ficar pronta.
O edifício terá 3 milhões de pés quadrados (aproximadamente 278 mil metros quadrados) de área interna bruta e poderá abrigar até 12 mil funcionários. Se concretizado, será o maior prédio de escritórios da cidade. A previsão de investimento e retorno econômico não foi detalhada pela instituição.
A decisão ocorre em um momento de recuperação do setor financeiro londrino e de retorno ao escritório, após choques como o Brexit e custos elevados de construção. A notícia é destacada pela Bloomberg, citando a declaração oficial da instituição na quinta-feira.
Projeto e impacto
A obra é apresentada como um impulso para Londres manter-se como centro financeiro global. A estimativa é de que o empreendimento gere cerca de £ 9,9 bilhões para a economia local e crie cerca de 7.800 empregos na construção e em setores correlatos.
Canary Wharf é apontado como epicentro de crescimento para o setor, com o retorno ao escritório ganhando força entre bancos de grande porte. O JPMorgan já atua em Londres a partir de 25 Bank Street, Canary Wharf, e 60 Victoria Embankment, além de espaços alugados em outros prédios.
Contexto e histórico
O JPMorgan adquiriu terrenos como Riverside South em 2008 e, em 2010, comprou a antiga sede do Lehman Brothers para uso próprio. Em anos recentes, o grupo sinalizou planos de expansão no local, e já reforçou a necessidade de espaço adicional para acomodar o retorno presencial dos funcionários.
O anúncio chega após o governo britânico incluir o projeto no debate econômico, com foco em crescimento e oferta de empregos. Autoridades locais veem o movimento como parte do fortalecimento de Londres como referência financeira mundial, mesmo diante de pressões de custos e juros.
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