Nesta quinta-feira (4), a CPI mista do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A medida amplia o escrutínio sobre suspeitas de uma fraude estimada em 12 bilhões de reais relacionada à instituição. A decisão indica que o caso será julgado pela 10ª Turma do TRF na próxima semana.
Vorcaro foi preso em 17 de junho, em operação da Polícia Federal que investiga fraude envolvendo papéis emitidos pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). A PF sustenta que o Master emitia Certificados de Depósito Bancário com promessa de retorno de até 40% acima da taxa básica, promessa que, segundo a corporação, não se confirmou.
Nesta sexta-feira (28), decisão individual da desembargadora Solange Salgado da Silva mandou liberar Vorcaro e mais quatro executivos. O Ministério Público Federal recorreu para restabelecer a prisão. O colegiado também determinou a convocação de Vorcaro para depor, com o relator deputado Alfredo Gaspar (União-AL) enfatizando que ele deve esclarecer operações de crédito consignado para aposentados e pensionistas.
Desdobramentos legais
Gaspar afirma que os esclarecimentos são essenciais para entender o funcionamento do grupo em operações de crédito. A prisão de Vorcaro foi mantida anteriormente por decisões locais, até a reconfiguração do cenário com a quebra de sigilos e a nova convocação. O caso continua sob acompanhamento da CPI do INSS e da Justiça Federal.
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