Restando à frente das previsões feitas antes das eleições, conservadores alertaram sobre a debandada de ricos caso Mamdani vencesse a eleição para prefeito de Nova York e aumentasse impostos sobre os mais ricos. A vitória histórica de Mamdani parecia alimentar campanhas de medo sobre impactos fiscais na cidade.
Um mês após o resultado, não há evidência de saída em massa de pessoas de alta renda. contratos de imóveis acima de US$4 milhões em Manhattan aumentaram em novembro em relação a outubro, segundo a Fortune, com desempenho superior do segmento de casas mais caras. O estoque de luxo recuou.
Especialistas sustentam que migração de grandes fortunas é improvavelmente significativa, devido a vínculos culturais, familiares e econômicos. O fator fiscal é considerado apenas um dos elementos que prendem esses indivíduos à cidade, mesmo com impostos mais modestos.
Mercado de alto padrão em Nova York
Dados de novembro apontam aumento de contratos de imóveis de luxo, sustentando a percepção de continuidade na permanência de investidores na capital financeira. O recuo de estoque de luxo em outubro indica maior demanda.
Perspectivas de especialistas
Estudos sobre impostos similares em outros estados mostraram resultados modesto de migração. A permanência, segundo analistas, decorre de vínculos locais e oportunidades de negócio, além de redes sociais que dificultam deslocamentos.
Cristobal Young, sociólogo de Cornell, afirma que a mobilidade de pessoas de alta renda é baixa e o alinhamento familiar reduz ventos de mudança. A maior parte dos bilionários tende a permanecer com vínculos estáveis.
Quentin Parrinello, do EU Tax Observatory, acrescenta que a mobilidade existe, mas é limitada. Ele cita laços culturais, familiares e oportunidades econômicas como fatores decisivos para ficar.
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