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Como os aluguéis e índices de reajuste foram definidos em 2025

Mercado de aluguel residencial em 2025, com nove mil contratos e média de R$ 3.120,00, migra para IPCA e IVAR como indexadores, com recuo do IGP-M

Como o aluguel e os índices de reajuste foram definidos no mercado em 2025
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O mercado de aluguel residencial em 2025 teve ~9.000 contratos analisados e um aluguel médio de R$ 3.120,00, com foco na classe média e média alta. A maioria das unidades fica na faixa intermediária de preço, reforçando o papel dos imóveis nesse segmento.

Quase metade dos contratos está entre R$ 1.501 e R$ 3.000. Contratos até R$ 1.500 representam 11% da amostra, enquanto o segmento premium (> R$ 5.000) soma 12%. Os dados apontam um mercado mais voltado a faixas intermediárias.

A análise aponta ainda evolução na escolha de indexadores. O IGP-M continua presente, mas caiu para 54,9% dos contratos, refletindo maior volatilidade recente. IPCA aparece em 31,9% e IVAR em 11%, enquanto INPC fica em 2,2%.

Mudança de indexadores

O IPCA ganhou espaço na prática contratual, buscando previsibilidade frente a oscilações do IGP-M. O IVAR, criado pela FGV para refletir melhor o comportamento dos aluguéis residenciais, já representa 11% dos contratos. O conjunto sinaliza uma transição para índices com menor volatilidade.

Regionalmente, São Paulo concentra a maior parte dos contratos, com maior adesão a IPCA e IVAR, soma de cerca de 40% das escolhas na capital. Em MG, o IGP-M permanece dominante, indicando menor propensão a mudanças de indexador. No PR, a distribuição é mais equilibrada entre os três índices.

Essa configuração regional sugere cenários diferentes de negociação entre locadores e locatários. A busca por reajustes mais estáveis aparece como motivação comum, ainda que o peso de cada índice varie conforme o estado.

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