O custo do transporte internacional continua sendo apontado como o principal entrave para as exportações brasileiras, segundo levantamento da CNI. A pesquisa envolveu 392 empresas e aponta que 58,2% citam esse custo como o maior obstáculo.
A ineficiência dos portos aparece logo em seguida, com 48,5% dos respondentes considerando esse gargalo relevante. Em terceiro lugar aparecem limitações de rotas de navegação, espaço ou contêineres, com 47,7%.
A ausência de acordos comerciais é citada por 25,8% dos exportadores, enquanto juros altos chegam a 38,8% na pauta de entraves. A volatilidade da taxa de câmbio also compõe o quadro, segundo 41,8% dos entrevistados.
Contexto e leituras adicionais
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, é essencial agir com governo e setor privado para eliminar gargalos e ampliar o acesso a mercados. A edição atual substitui a lista de obstáculos de 2022, em que o custo do transporte já era o maior entrave, mas a ineficiência portuária aparecia em posição menor.
A pesquisa sinaliza melhora pontual na percepção sobre o transporte doméstico, porém aumenta a percepção de entraves logísticos e institucionais no geral. A ausência de acordos comerciais é destacada como desafio relevante para competitividade externa.
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