O mercado financeiro acompanha as preparações para as reuniões do Copom e do Fomc, que serão os últimos encontros de 2025. A expectativa aponta para manutenção da Selic no patamar atual no Brasil e um possível corte nos EUA, ainda a ser confirmado.
No Brasil, investidores destacam a leitura de inflação mais próxima da meta e o crescimento do PIB no terceiro trimestre, que desacelerou para 0,1%. Esse cenário aumenta o espaço para cortes de juros no próximo ano, segundo analistas.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, disse em depoimento ao Congresso que o mercado de trabalho brasileiro continua aquecido. Essa informação pode influenciar a postura de política monetária do BC, mantendo o tom conservador desejado pelo órgão.
A edição mais recente do Relatório Focus elevou a previsão de juros no fim de 2026, de 12% para 12,25%. O ajuste sinaliza mudança nas expectativas dos investidores, diante de dados domésticos e externos. No front externo, o Fed pode esclarecer o ritmo de cortes com base em emprego versus inflação.
Perspectivas de política monetária
Nos EUA, o mercado avalia um corte gradual dos Fed Funds, com foco em como equilibrar inflação e mercado de trabalho. A dúvida central é se o Fed priorizar a recuperação do emprego ou o controle da inflação, antes da próxima decisão.
Dados a caminho
A agenda traz a leitura de JOLTs, estimada em 7,2 milhões de vagas abertas, frente a 7,227 milhões no mês anterior. Indicadores próximos devem orientar o humor dos investidores até a decisão do Fomc.
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