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Projeto nos EUA obriga empresa estrangeira a relatar operações de executivos

Projeto de defesa aprovado pela Câmara dos EUA exige divulgação em até dois dias úteis de operações de compra ou venda de ações por executivos de estrangeiras; segue para o Senado

Projeto nos EUA obriga empresa estrangeira a relatar operações de ações de executivos | Securities and Exchange Commission (SEC) já faz a mesma exigência a empresas americanas. (Foto: Tierney L. Cross/Bloomberg)
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Executivos de empresas abertas estrangeiras passam a ser obrigados a revelar compras e vendas de ações da própria empresa. A medida consta de um projeto de lei de autorização de defesa aprovado pela Câmara dos Deputados dos EUA. O conteúdo altera as leis de valores mobiliários para exigir divulgação em até dois dias úteis. A iniciativa tramita agora no Senado.

A regra vale para executivos e membros do conselho de companhias estrangeiras sediadas fora dos EUA, consideradas pela SEC como “foreign private issuers”. Assim, ampliam-se os requisitos de transparência já aplicáveis a empresas americanas.

A justificativa comunicada pelos defensores é reduzir oportunidades de manipulação de mercado e combater esquemas de pump-and-dump. Pesquisas citadas apontam vendas oportunistas de executivos em países como Rússia e China, com pouca possibilidade de fiscalização internacional.

Mudança regulatória

A proposta inclui uma cláusula de isenção: a SEC poderá dispensar uma empresa ou indivíduo caso as leis da jurisdição estrangeira sejam substancialmente semelhantes às americanas. Senadores já haviam apresentado propostas com esse mesmo objetivo.

A SEC não comentou o conteúdo específico do projeto em análise. A imprensa aponta que a agência tem elevado o escrutínio sobre operações de empresas estrangeiras nos EUA e sobre corretoras envolvidas na abertura de capital de companhias estrangeiras.

Segundo a reportagem, a medida busca alinhar regras de divulgação entre empresas americanas e estrangeiras, fortalecendo a proteção aos investidores. A discussão segue para o colegiado do Senado, sem previsão de prazo para conclusão.

Com a colaboração de Lydia Beyoud e Roxana Tiron, a matéria é baseada em informações da Bloomberg. A divulgação não representa conclusão do tema e solicita confirmação futura pelas autoridades competentes.

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