A Papila Deli deu os primeiros passos no mundo físico para acompanhar seu crescimento digital. O primeiro quiosque da marca foi inaugurado no Shopping Eldorado, em São Paulo, no início deste mês. A estreia faz parte de uma estratégia de transformação para ampliar a presença da identidade da empresa.
A empresa apostou no modelo de quiosque, com investimento menor e implantação em cerca de 45 dias. A expectativa é que o ponto fature mais de 4 milhões de reais no primeiro ano de operação. Hoje, a Papila já opera sete unidades, incluindo o Itaim, Brooklyn, Vila Mariana, Perdizes, Centro e Pinheiros.
A trajetória financeira mostra aceleração: em 2023 o faturamento foi de 33 milhões; a projeção para 2025 fica em torno de 70 milhões, com alvo de 90 milhões em 2026. O crescimento é acompanhado de ajustes de cardápio e preços para competir no público da praça de alimentação.
Estratégia e gestão
A mudança envolve mudança de foco: Bruno Kormes, sócio-fundador, passa a gerir a empresa a partir de 2026, com Antonio Mendes mantendo a liderança da operação como head e Alex Lewkowicz concentrado em novos negócios. A experiência presencial promete fortalecer o delivery.
O formato de quiosque foi desenhado para reduzir custos e ampliar a proximidade com o cliente. O ticket médio no delivery fica entre 70 e 80 reais; no ponto físico deve oscilar entre 50 e 60 reais, ajudando a competir com opções de praça de alimentação.
Origem e percurso até aqui
A Papila nasceu da junção de três trajetórias em 2018. Bruno, Alex e Antonio combinaram experiência corporativa, tecnologia e gastronomia. O capital inicial foi de 700 mil reais, captado junto a investidores-anjo ligados ao ecossistema iFood e tecnologia.
A ideia inicial era pizza, mas a operação foi redirecionada para poke após testes de receita. A Papila iniciou atividades em dezembro de 2019 e, com a pandemia de 2020, o delivery ganhou peso, ampliando pedidos e alcance.
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