A Medline, gigante de suprimentos médicos, abriu seu capital em 2025, elevando sua capitalização de mercado para mais de US$ 55 bilhões após alta de 41% no primeiro dia. A operação catapultou cinco membros da família Mills, donos da empresa, para a lista de bilionários da Forbes pela primeira vez.
Os novos bilionários são Charlie Mills, Andy Mills, Wendy Abrams, Nancy Mills Barnett e Margaret “Peggy” Baker. Todos são filhos ou descendentes dos cofundadores Jim e Jon Mills, que lideraram a Medline por décadas. Charlie e Andy permanecem na diretoria; Charlie é presidente do conselho.
Detalhes da participação
A família detém a participação remanescente por meio da Mozart Holdco, segundo o prospecto do IPO. A Forbes aponta que trusts em nome dos cinco membros controlam 91% da holding, com participações de 37% (Charlie) a 11% (Peggy). A transação de 2021 manteve participação da família, ainda que diluída com a abertura de capital.
Em 2021, fundos de private equity liderados por Blackstone e Carlyle compraram 79% da Medline, em operação avaliada em mais de US$ 30 bilhões. A família recebeu ganhos líquidos estimados em US$ 18 bilhões na ocasião, preservando 21% da empresa, que caiu para 17% após o IPO.
O que mudou na empresa
Desde a entrada dos privados, a Medline teve crescimento de receita próximo de 50%, indo de US$ 17,5 bilhões em 2020 para US$ 25,5 bilhões em 2024. O lucro líquido atingiu US$ 1,2 bilhão em 2024, com previsão de crescer em 2025.
Nos primeiros nove meses deste ano, a empresa reportou lucro de US$ 1 bilhão sobre vendas de US$ 20,6 bilhões. O IPO permitiu manter a gestão externa com CEO John Boyle, enquanto a família sinaliza interesse em adquirir até US$ 250 milhões adicionais em ações.
História e filantropia
Fundada em 1966, a Medline permaneceu sob controle familiar por décadas. A empresa ganhou projeção durante a pandemia de Covid-19, com aumento da demanda por itens hospitalares. A família Mills é conhecida por ações filantrópicas, ainda que de forma discreta.
Andy Mills criou a Vivo Foundation em 2021, destinando cerca de US$ 200 milhões, enquanto Wendy Mills e Jim Abrams contribuíram com US$ 550 milhões à 1111 Foundation. Jim Abrams afirmou, em 2020, que a empresa prefere manter um perfil modesto.
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