Nigel Farage, líder do Reform UK, está sob crítica por manter um segundo emprego remunerado de cerca de £400 mil por ano, promovendo a compra de ouro físico para ser incluída em pensões. A atividade ocorre em parceria com a empresa Direct Bullion, com vídeos divulgados em plataformas como Facebook e YouTube.
Segundo a análise jornalística, Farage atua quatro horas por mês no papel, recebendo remuneração superior a quatro vezes o salário de um deputado. Em seus materiais, ele sugere que o ouro pode proteger e incrementar a riqueza com vantagens fiscais por meio de pensões self-invested.
Especialistas em pensões destacam que a ideia de converter parte da poupança em ouro é considerada nicho e adequada apenas para investidores sofisticados. Observam ainda que custos de aquisição e armazenamento, bem como a ausência de renda regular do metal, devem ser avaliados com cuidado.
A controvérsia levou o grupo Unlock Democracy a levar o assunto à ASA (Advertising Standards Authority), questionando se os vídeos contêm avisos suficientes sobre riscos, custos de armazenamento e a ausência de garantias de retorno. A versão apresentada por Farage alega retornos superiores a 100% desde o início da parceria.
A assessoria do Direct Bullion não respondeu a pedidos de comentário. A reportagem também aponta que Farage mantém outras atividades remuneradas, incluindo atuação na GB News, colunas para o Telegraph e comentários para a Sky News Australia, tudo enquanto mantém seu mandato como deputado pelo Clacton.
Especialistas reforçam que, embora o ouro possa compor uma carteira diversificada, a recomendação é tratá-lo com moderação e considerar alternativas como fundos de ouro negociados em bolsa (ETCs), que oferecem exposição ao metal com custos potencialmente menores.
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